Estes relatos de bulls são contados por quem quase nunca fala: o bull. São quatro histórias curtas, todas ficção, com personagens inventados e situações imaginadas. Não são depoimentos reais. O que elas têm é tesão, nervosismo e os acordos prévios que ajudam uma noite assim a dar certo, vistos pelo lado do terceiro.
Se você procurava histórias de bulls ou relatos de bull cuckold e sempre encontrou o ponto de vista do marido, aqui a câmera muda de lugar. Todos os personagens são adultos e tudo acontece com consentimento claro, conversado de antemão.
Como ler estes relatos (e o que muda com o bull como narrador)
Em quase tudo que se escreve sobre esse estilo de vida, quem narra é o corno: o que sente ao assistir, o ciúme que vira tesão, a espera. Faz sentido, porque normalmente é ele quem escreve. Mas o bull também vive a cena, e a experiência dele é diferente: precisa ser um bom convidado, perceber o clima do casal, não tirar o protagonismo do marido e lembrar que a noite não é dele.
Por isso, nestes quatro relatos o bull conta o que pensa antes, durante e depois. Se quiser ver o outro lado, o do marido, há mais histórias na nossa seleção de relatos cuckold. E, se a sua curiosidade é saber como conhecer um casal assim, veja o guia prático para encontrar um bull.
Relato 1: “Primeiro me apresentaram ao marido”
Relato de ficção.
Combinamos de nos encontrar numa cafeteria, durante o dia, com a luz da tarde entrando pela janela. A ideia foi dela, Luísa, e achei muito esperta. O marido, André, passou dez minutos mexendo um café que já tinha esfriado.
Eu tinha chegado preparado para agradar a ela. Não a ele. Mas foi o contrário: a conversa só começou a fluir quando André me perguntou, quase sem olhar para mim, o que me dava tesão naquela situação. Respondi a verdade: me excita uma mulher segura do que quer, e não tenho interesse nenhum numa noite em que alguém fique desconfortável.
Conversamos sobre limites como quem fala do tempo. Camisinha sempre. Nada de fotos. Uma palavra para parar, que qualquer um dos três poderia dizer, sem precisar explicar. Ele se sentaria na poltrona, a dois metros, e só se levantaria se ela pedisse.
Quando saímos da cafeteria, Luísa roçou minha mão por um segundo a mais do que o necessário, e André viu. Ele sorriu. Aquele sorriso foi a verdadeira permissão. Entendi então que a noite de sábado seria boa, não pelo que acontecesse na cama, mas porque nós três chegamos até ela sem mentir uns para os outros.
Relato 2: “A mensagem das 23h40”
Relato de ficção.
Bruno é o nome que uso nessas situações. Naquela noite, recebi uma mensagem da Camila: “Ele quer que eu conte. Disse que amanhã não vai conseguir dormir pensando em você”. Logo abaixo, uma foto da mão dela com a aliança.
Fazia três semanas que nós três conversávamos por mensagem, num grupo, com ele lendo tudo. No começo, achei estranho. Depois entendi que aquele chat também fazia parte do jogo: cada frase que ela me mandava era como um empurrão para ele. Eu respondia devagar, com cuidado, porque não queria que parecesse uma competição. Meu papel não era vencer o marido; era fazer a noite ser dela e permitir que ele curtisse assistir.
Quando finalmente nos encontramos, ela chegou com um vestido preto que ficou uma tentação nela. Dava para ver que estava gostosa demais e sabia disso. Rafael, o marido, tomou seu lugar sem que ninguém precisasse dizer nada. Antes de começar, ela perguntou baixinho se ele ainda queria. Ele disse que sim. Então ela olhou para mim, e entendi que já podia me aproximar.
Não há pressa nessas noites. O tesão está na espera, no que se diz antes do primeiro toque, no jeito como ela se vira para conferir se o marido está olhando. Eu só dou a esse olhar algo para observar.
Relato 3: “Aqui quem manda é ela”
Relato de ficção.
Com Marta, entendi desde o primeiro minuto: quem mandava era ela. Tinha escolhido o hotel, o horário, a roupa que eu deveria usar e até a ordem das coisas. O marido, Sérgio, estava na poltrona, com as mãos nos joelhos, como um aluno aplicado.
Eu já tinha ouvido que um bull precisa ser um garanhão, um macho de verdade que mete com força e pronto. Na prática, descobri que o mais difícil é obedecer. Marta me parou duas vezes. Primeiro, porque queria ir mais devagar. Depois, porque queria que Sérgio se aproximasse e a beijasse antes de continuar. Fiquei parado, esperando, com o pau duro e a paciência à prova. Foi uma das coisas mais excitantes que já me aconteceram.
Quando finalmente disse “agora”, ela olhou para o marido, não para mim. Essa é a lição que levo daquela noite: eu era convidado de uma festa que não era minha. E justamente por isso ela estava radiante, molhada, segura e dona de tudo que acontecia naquele quarto.
Quando terminou, Sérgio trouxe água e uma toalha para ela. Os dois ficaram abraçados por um tempo. Vesti-me em silêncio, com respeito, e fui embora sem que ninguém precisasse pedir.
Relato 4: “O que se diz depois”
Relato de ficção.
O que mais custa contar é o que acontece quando tudo acaba. Muita gente acha que o trabalho do bull termina quando ele goza. Para mim, é justamente aí que começa a parte que decide se haverá uma segunda vez.
Naquela noite, com Júlia e Tiago, tudo tinha dado certo. Ela estava eufórica, e ele, quieto. E estar quieto não é a mesma coisa que estar bem. Fiquei mais dez minutos, tomando um copo d’água na cozinha, até Tiago aparecer para pegar outro. Perguntei como ele estava, sem rodeios. Ele disse que tinha gostado mais do que esperava e que aquilo dava um pouco de vertigem. Respondi que era normal e que ele não precisava decidir nada naquela noite.
No dia seguinte, mandei uma mensagem curta, sem tesão, só para agradecer e dizer que eles podiam parar ou continuar quando quisessem; da minha parte, não havia pressa. Tiago respondeu três dias depois: “Obrigado pela maneira como você conduziu tudo”. Isso vale mais do que qualquer elogio sobre o que aconteceu na cama.
Um bull que desaparece sem dizer nada deixa o casal sozinho com um monte de emoções. Um que fica um pouco e depois manda uma mensagem deixa uma porta aberta — e o corno agradece por não ficar no vácuo.
O que os quatro relatos têm em comum
Embora os quatro sejam ficção e cada um siga seu próprio caminho, alguns fios se repetem — e não por acaso:
- Tudo é conversado antes. Limites, proteção e uma palavra para parar. Sem isso, não há tesão que compense.
- O protagonismo é dela. O bull é o convidado; a hotwife decide o ritmo.
- O marido não é um espectador passivo. O olhar dele também faz parte do prazer.
- O depois importa tanto quanto o durante. Uma mensagem, um copo d’água, uma conversa tranquila.
Se você quer ver como esses acordos são definidos, confira o guia sobre regras e limites para o cuckolding. E, se prefere ler mais histórias pelo lado do marido, continue com os relatos de cornos submissos.
Perguntas frequentes
Estes relatos de bulls são reais?
Não. São histórias de ficção escritas para este blog, com personagens e situações inventadas. Qualquer semelhança com pessoas reais é mera coincidência.
Por que contar histórias de bulls pelo ponto de vista deles?
Porque é a perspectiva que menos aparece. Quase todo conteúdo sobre cuckold é contado pelo marido, mas o terceiro também tem muito a dizer: como se prepara, o que leva em conta e como se comporta antes e depois.
O que é preciso para uma cena assim dar certo?
Consentimento claro dos três, limites conversados com antecedência, proteção e uma palavra para parar. O tesão e a vontade aparecem com muito mais facilidade quando essa base está firme.



